domingo, 27 de junho de 2010

A magia da lua


Enquanto olhava para o céu ele percebeu que havia perdido todos os seus sonhos pelo meio do caminho. Não havia mais primavera que justificasse o nascer das flores, ou outono que tornasse belo o decair das folhas amareladas. Os livros que volvia, não mais representavam os enigmas de sua própria alma. As canções que cantava, tampouco o sentido das letras recordava. Contemplou a lua e implorou a ela que lhe devolvesse o sorriso e inclusive as lágrimas. Não queria prosseguir com uma vida repleta de lacunas e de ousadias vencidas. Pediu às nuvens que ouvissem suas preces, que o permitissem sobrevoá-las como se as asas que um dia carregou nas costas ainda existissem. Onde estariam os desejos perdidos? As imagens mórbidas de prosperidade? Ele olhou para dentro, dessa vez um pouco mais fundo, e descobriu que tudo o que desejava ainda estava lá. Só precisava de um pouco de fé para vir à tona. Pediu aos céus que lhe trouxessem de volta a força que na juventude tanto ostentara. Quando se deu por si, após um sorriso e duas lágrimas, viu que a cama continuava arrumada, o espelho ainda quebrado, mas sua vida, sua vida havia apenas começado.

Sete.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Não provarás.


"O pecado me atrai, o que é proibido me fascina!"
Clarice Lispector
 
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