domingo, 9 de maio de 2010

Narcisos são tão belos...


Tem algo de muito errado com aqueles olhos. Com o sorriso perverso que transaparece no semblante depois do sono. O quê? Talvez seja culpa da rosa que você renegou. O vermelho que se desfez em doze pétalas acinzentadas. Talvez seja culpa do aroma morrido, no leito tão cedo dissipado. Ou culpa não seja a designação, por ser, quem sabe, mero eufemismo. Mas eu acho, sinceramente, que não foi nada disso. O olhar, do mais sutil e pérfido envenenamento, era natural daquele ser. Comum ao reflexo do mar, dos lagos nórdicos, do violador das ninfas mais - ou menos - castas. Comum àquela flor que recebeu teu pseudonome. Comum à todos aqueles que compartilham de nossos infinitos disfemismos, de nossas efêmeras sensações. Da ausência delas... Da funesta arte de ser o que se quer ser. Do sempre certo, do nunca errado. Do adorado, do renegado. Do eu e você.

Mera especulação sobre supostas imagens refletidas no pensamento - via twitter.

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